O ponto de transição - Filosofia vestibular

Além de estudar para resolver questões complicadas de Química, Física e outras, agora os alunos terão de se preocupar com a Filosofia nos vestibulares. Alguns que têm cobrado questões de Filosofia são os vestibulares das universidades Estadual de Maringá (UEM), Federal de Uberlândia (UFU), Estadual do Oeste do Paraná (UniOeste) e Federal de Santa Maria (UFSM), entre outras.
Para ir bem nessas provas, além dos conteúdos comuns, dê uma olhada em filósofos como o teórico Thomas Hobbes e o ideólogo do liberalismo Jonh Locke. Além deles, o teórico iluminista Jean-Jacques Rousseau também merece destaque.

Os professores de Filosofia dizem que questões de lógica têm presença garantida no vestibular, especialmente no que se refere a reconhecer argumentos. Outro conteúdo importante dentro do tema é o reconhecimento dos operadores lógicos, como conjunções e disjunções.

Ditas essas coisas de caráter mais geral, podemos fazer agora as seguintes perguntas: onde acaba, no ser humano, a natureza e começa a cultura? Em que ponto, em que momento, com que fato ocorreu essa transição ou essa síntese?
O tema é polêmico. Alguns estudiosos afirmam que não há um limite rígido entre natureza e cultura, enquanto para outros um provável indicador desse limite seria a construção de instrumentos de trabalho. Aqui destacaremos duas correntes interpretativas que consideramos as mais relevantes. 

Linguagem e comunicação 
 
Alguns estudiosos entendem que o fator determinante da transição natureza - cultura é a linguagem. Trata-se de uma corrente que entende o ser humano fundamentalmente como um ser lingüístico. Para ilustrar essa concepção, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908) faz o seguinte exercício de imaginação:
Suponhamos que num planeta desconhecido encontremos seres vivos que fabricam utensílios. Isso não nos dará a certeza de que eles se incluem na ordem humana. Imaginemos, agora, esbarrarmos com seres vivos que possuam uma linguagem que, por mais diferente que seja da nossa, possa ser traduzida para nossa linguagem - seres, portanto, com os quais poderíamos nos comunicar. Estaríamos, então, na ordem da cultura e não mais da natureza. (LÉVI-STRAUSS, Claude. Culture et langage. Apud CUVILLIER, Arnoud. Sociologia da cultura, p. 2.)
Assim, segundo esse antropólogo, o que teria distanciado definitivamente o homem da ordem comum dos animais - animal que ele também é e nunca deixará de ser - e permitido a sua entrada no universo da cultura seria o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.
De fato, a linguagem constitui uma das dimensões mais importantes da cultura, pois é ela que permite o intercâmbio das experiências e as aquisições culturais. É pela linguagem, por exemplo, que os pais comunicam aos filhos não apenas suas experiências pessoais, mas algo mais amplo: as experiências acumuladas e compartilhadas pela sociedade. De modo inverso, é também por meio da linguagem que o conhecimento individual de cada pessoa pode in-corporar-se ao patrimônio social.

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