Esse respeito e temor à natureza a que nos referimos no post anterior foi sendo gradativamente reduzido à medida que as sociedades se tornavam mais complexas e desenvolviam novas formas de conhecer. Por meio do conhecimento racional, o homem foi se desprendendo dos elos míticos, sobrenaturais, que o ligavam à natureza.
Esse processo, iniciado nos séculos XVI e XVII com o desenvolvimento da ciência moderna, pode ser chamado "desencantamento" do mundo, ou seja, a natureza foi perdendo o seu caráter sagrado e passou a ser estudada e manipulada. Em termos históricos, esse "desencantamento" vincula-se à crença no progresso, característica do movimento iluminista do século XVIII. É a época das revoluções burguesas no campo político e da revolução industrial no campo econômico. A partir do século XIX, intensificaram o domínio e a exploração da natureza, possibilitados pelo avanço da ciência e da tecnologia e pelo modo de organização social (aglomeração nas cidades) e econômico (capitalismo).
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